Como aprimorar a concentração e atingir o estado de total atenção

Constante no dia-a-dia de muitos brasileiros, a rotina é a grande responsável pela automatização e pelo declínio da percepção, fatores estes que comprometem o rendimento de nossas atividades e provocam o desequilíbrio em muitos aspectos de nossa vida. Os trabalhos da professora de psicologia Ellen Hanger, bem como do psicólogo Daniel Goleman, são cruciais para evitarmos o surgimento desses males em nosso cotidiano, e possibilitam um melhor entendimento para o termo conhecido como Mindfulness, abordado no evento HSM ExpoManagement e divulgado pelo site de notícias da revista Exame.

A Mindfulness, ou “consciência plena”, é um estado interior alcançado através de técnicas que procuram reequilibrar a condição natural de nossa percepção, com práticas e exercícios simples, mas cruciais para o controle dos hábitos. Tomar consciência desses hábitos é o primeiro passo para o controle interior, e os conselhos dos autores proporcionam meios indispensáveis para escaparmos da rotina e atingirmos a Mindfulness. O psicólogo e escritor Daniel Goleman ensina como aprimorar a concentração, através do seguinte exercício: com o corpo ereto, sentamos em uma posição confortável, e após fecharmos os olhos, dedicamos toda a atenção à respiração. Devemos tomar consciência dela, atentos ao ar que entra e sai de nossas narinas. O segredo é não deixarmos a mente divagar, retomando a atenção ao ato de respirar sempre que nossa mente disperse. Nosso cérebro, explica Goleman, é como um músculo, e como todo músculo, precisa de exercícios constantes. A técnica de respiração proporciona justamente o fortalecimento cerebral, corrigindo a tendência dispersiva de nossa mente e fortalecendo nossa capacidade de concentração. Segundo o autor, a palavra Foco abrange muitas coisas, dentre elas o ato de concentração. Concentração é conseguir estar atento a algo e ignorar todas as coisas ao seu redor, diferente, por exemplo, da presença aberta, que é dirigir a atenção para o momento presente em sua totalidade, como quando conversamos com alguém. A presença aberta exige, ao contrário da concentração, uma consciência mais panorâmica e receptiva, explica-nos o autor dos livros Inteligência Emocional e Foco.

Para Ellen Langer, professora de psicologia em Harvard e pioneira da técnica Mindfulness, o segredo é enxergarmos as coisas sempre como novas, para além do óbvio condicionado pela rotina. O fato de acharmos que as conhecemos perfeitamente bem é o que provoca a perda de interesse e o relaxamento da atenção. A consciência plena só é possível quando visualizamos a realidade cotidiana em seu caráter de novidade, quando aprendemos os vários aspectos de tudo o que sempre julgamos comum ou familiar. Segundo a psicóloga, a realidade está em permanente mudança, o que mostra ser uma ilusão projetarmos nela a estabilidade e a rotina. Não esquecermos a novidade cotidiana faz com que nossa percepção esteja sempre presente, diminuindo as chances de perdermos uma possível oportunidade e, principalmente, evitando um desinteresse cego pelas coisas. Quando passamos a enxergar as coisas em sua diferença, de acordo com Ellen Langer, também potencializamos nossa criatividade. Até o erro passa a ser positivo em muitos aspectos, tanto para o aprendizado quanto em sua possível utilização para outros fins. Podemos conhecer as perspectivas da realidade quando nossa mente está aberta, e em permanente disciplina nossa percepção.

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2 thoughts on “Como aprimorar a concentração e atingir o estado de total atenção

  1. Pedro on Reply

    Concentração é muito importante para realizarmos nossas tarefas sempre com maior qualidade. Estar focado é muito amplo e relativo. O que considero positivo no estado de foco é conseguir ignorar tudo e todos ao nosso redor em prol da atividade em questão, porém há um contraponto muito interessante em minha opinião, o fato de estarmos abertos ao ambiente externo, nos admirando com todos os aspectos que são muitas vezes julgados por nós como conhecidos ou familiares.

  2. Andrea on Reply

    Eu considero que me concentro num ato involuntário, praticamente automático. Acredito também que esta concentração advém de como o funcionário encara a importância de suas atividades, ou funções, tarefas. Por exemplo, eu mesma me cobro muito em relação à prazos no trabalho, consequentemente busco sempre estar focada para realizar as tarefas que são de minha responsabilidade. Outro fator que considero importante para minha concentração é não ser interrompida a todo momento, ou seja, ter certa autonomia em como faço todos os trabalhos propostos. Apesar de ter ciência que é importante ter conversas com meu superior sobre como realizo estas mesmas tarefas.

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